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Astronomia básica

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Estrelas e constelações





Constelações são grupos de estrelas no firmamento que parecem próximas entre si, formando figuras imaginárias utilizadas como referência para localizar e identificar objetos celestes. Na maioria dos casos, essa proximidade é apenas aparente, pois as estrelas de uma constelação estão, na realidade, a distâncias muito diferentes umas das outras.

Algumas constelações são bem fáceis de localizar no céu noturno. Um bom exemplo é Crux, o nosso popular Cruzeiro do Sul. Devido à sua relativa proximidade do polo sul celeste, ele não é visível no Hemisfério Norte, exceto em regiões próximas à Linha do Equador.

Na foto abaixo, observa-se que o Cruzeiro está sempre acompanhado de um par de estrelas da constelação Centaurus, conhecidas como as guardas. Elas são Alpha (α) e Beta (β) Centauri e, apesar de parecerem estrelas únicas, na verdade são sistemas estelares:


Cruzeiro do Sul
[Imagem (adaptada): Roberto Mura / CC BY-SA 3.0]

Devido ao giro aparente do firmamento em torno do polo celeste, as constelações são vistas em diferentes inclinações ao longo da noite. A próxima imagem mostra o Cruzeiro do Sul em três posições distintas. As guardas, sempre à esquerda, ajudam na identificação do verdadeiro Cruzeiro:


Cruzeiro do Sul

No desenho a seguir, é possível ver como o Cruzeiro do Sul e suas guardas servem de guia para localizar o polo sul celeste:


Cruzeiro do Sul


O caçador

Outra constelação que se destaca é Órion, o Caçador. Em seu centro estão as famosas Três Marias, nome popular no Brasil, na Espanha e em grande parte da América Latina. Em outros lugares, essas três estrelas alinhadas e quase equidistantes são chamadas de Três Reis (Three Kings) ou Três Irmãs (Three Sisters). Juntas, elas formam o Cinturão de Órion.

Órion é visível durante todos os meses do ano e nos dois hemisférios, por estar situada próxima ao equador celeste. No Hemisfério Sul, aparece a noroeste e é mais facilmente observada no alto verão: nos meses de dezembro e janeiro, encontra-se entre o horizonte e o zênite. Já no Hemisfério Norte, surge invertida na vertical, a sudoeste, sendo típica do auge do inverno.

Logo abaixo do Cinturão está a Nebulosa de Órion, uma das poucas visíveis a olho nu. Ela aparece como uma mancha difusa, mas pode ser observada com muito mais nitidez através de um telescópio, mesmo que simples.


Constelação Órion
As principais estrelas de Órion. A foto foi feita por observação em telescópio, mas essas estrelas são visíveis a olho nu. [Imagem (adaptada): Hubble European Space Agency, via Wikimedia Commons]

Expandindo as observações

No Hemisfério Norte, além de Órion, destacam-se também as constelações Ursa Maior e Ursa Menor:


Ursa Maior e Ursa menor

Onde quer que você esteja (Hemisfério Norte ou Sul), é possível mapear o céu a partir de constelações de referência, como as que vimos aqui, identificando-se, gradualmente, outras estrelas e agrupamentos.

Dando continuidade a nossas observações, recorreremos a mapas celestes. No próximo artigo, falaremos um pouco sobre eles e disponibilizaremos dois modelos para recortar e montar. Continue lendo...



★ Edição: Mauro Mauler - Artigo publicado originalmente em 19/02/2024.
★ Revisto e atualizado em 20/09/2025.


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